Entenda a diferença entre os exames Urina I e Urocultura

O exame de Urina 1 – ou análise do sedimento da urina – avalia as características gerais da urina coletada, como a presença de células inflamatórias, sangue, proteínas, glicose e cristais de oxalato de cálcio, que podem ser sugestivos da presença de cálculos renais.

 

Já o exame de Urocultura – ou cultura de urina – é o único exame capaz de identificar a presença de bactérias ou fungos no trato urinário e avaliar a qual antibiótico a bactéria é mais sensível ou resistente, a partir do teste de antibiograma. Com isso, o médico saberá não apenas qual é a bactéria causador da patologia, como qual é o melhor medicamento para combatê-lo.

 

No Laboratório Franceschi, o exame de urocultura é realizado através de método automatizado, que permite identificar e conhecer o perfil de sensibilidade ou resistência da bactéria com a realização de apenas um exame. Proporcionando mais agilidade e confiança ao diagnóstico.

 

  • Quando o exame de antibiograma é realizado?

 

O antibiograma só será realizado quando a cultura de urina constar positiva, ou seja, quando houver o crescimento de 100.000 unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL), o que representa infecção urinária na grande maioria das vezes.

 

O Laboratório Franceschi fará a análise do antibiograma mesmo se o médico não tiver especificado no pedido, pois é um exame complementar em casos de urocultura positiva. Por outro lado, se o exame apontar resultado negativo, o antibiograma não será realizado, pois não há bactérias suficientes na urina para os testes com os antibióticos.

 

A urocultura pode apontar resultados negativos por limitações próprias do teste, da bactéria causadora ou do paciente. Por exemplo, há uma chance maior de o exame constar negativo se o volume de urina coletado for menor do que o especificado pelo laboratório, se as bactérias não estiverem em número suficiente para se proliferarem no meio de cultura ou ainda se o paciente usou antibióticos antes da coleta.

 

  • Por que o exame de antibiograma é importante?

 

Para um tratamento assertivo é importante que o médico tenha conhecido de qual é a bactéria causadora da infecção e quais os melhores antibióticos para combatê-la. As várias bactérias existentes possuem resistência a alguns tipos de antibióticos.

 

A decisão racional por tratamento empírico – ou seja, tratamento sem saber qual é a bactéria presente no organismo – requer que o especialista conheça os tipos de bactérias que podem estar envolvidas e qual é o perfil de resistência aos antibióticos de cada uma delas.

 

A decisão de qual antibiótico usar, dependerá de vários fatores, tais quais o uso de antibióticos prévios, se o paciente está internado ou não, presença de complicações no trato urinário como cálculos renais, más-formações do trato geniturinário e cirurgias urológicas prévias.

 

Em nosso meio, a bactéria mais frequentemente isolada de amostras de urina é a Escherichia coli, bactéria que normalmente é encontrada como flora normal do aparelho digestivo.

 

Diretrizes atuais estabelecem que infecções baixas não-complicadas em mulheres sintomáticas podem ser tratadas mesmo sem o resultado da cultura de urina. No entanto, não se deve generalizar.

 

Esse monitoramento periódico é de fundamental importância, visto que as bactérias causadoras de infecção urinária e o seu padrão de sensibilidade aos antibióticos podem variar com o tempo e em cada região geográfica.

 

Além disso, tem-se verificado em diversos países uma importante redução da sensibilidade aos antimicrobianos mais frequentemente utilizados, o que torna a escolha terapêutica empírica inadequada um dos erros mais cometidos na prática médica, resultando em maior complicação para o paciente e custos ao sistema de saúde.