15 de Setembro – Dia mundial da conscientização sobre o linfoma

Neste dia 15 de setembro, em mais de 20 países, acontece simultaneamente uma campanha, com o objetivo de alertar a população sobre a importância do diagnóstico, identificação precoce dos sintomas e tratamento da doença.

O Linfoma é um câncer que começa nas células do sistema linfático. O sistema linfático é responsável pela defesa do organismo. Ele é composto por órgãos, vasos, tecidos e linfonodos (popularmente conhecidos como ínguas ou gânglios) que se distribuem em posições estratégicas do corpo para ajudar a defendê-lo de infecções. Quando uma célula normal desse sistema se transforma, cresce de maneira desordenada e dissemina-se pelo organismo, temos o surgimento de um câncer: o linfoma.

Tipos de linfomas, linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. Eles diferem entre si pelos tipos de células encontradas à microscopia, pelo comportamento biológico e pela resposta à terapia.

 

Linfoma de Hodgkin

 

O linfoma de Hodgkin tem origem nos linfonodos do sistema linfático. A doença tem início quando um linfócito se transforma em uma célula maligna, com potencial para crescer e disseminar-se descontroladamente. Quando a célula maligna passa a produzir cópias idênticas, também conhecidas como clones, estas podem atingir tecidos adjacentes. Sem o tratamento adequado, as células podem atingir outras partes do corpo.

A doença pode ocorrer em qualquer faixa etária; porém é mais comum entre adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos), adultos (30 a 39 anos) e idosos (75 anos ou mais). Os homens têm maior propensão a desenvolver o linfoma de Hodgkin do que as mulheres.

Sinais e sintomas: O linfoma de Hodgkin pode surgir em qualquer parte do corpo, e os sintomas dependem da sua localização. Caso se desenvolva em linfonodos superficiais do pescoço, axilas e virilha, formam-se ínguas (linfonodos inchados) indolores nesses locais. Se a doença ocorre na região do tórax podem surgir tosse, falta de ar e dor torácica. Quando se apresenta na pelve ou no abdômen, os sintomas são desconforto e distensão abdominal. Outros sinais de alerta são febre, cansaço, suor noturno, perda de peso sem motivo aparente e coceira no corpo

A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença

Diagnóstico: O diagnóstico do linfoma de Hodgkin é obtido por meio de biópsia da região afetada. A biópsia consiste na retirada de todo o linfonodo, que posteriormente é enviado para exame patológico. Atualmente, o linfoma de Hodgkin é classificado em dois subgrupos de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS): linfoma de Hodgkin clássico, que se subdivide em quatro subtipos (esclerose nodular, celularidade mista, depleção linfocitária e rico em linfócitos), e linfoma de Hodgkin predomínio linfocitário nodular. Além do diagnóstico histológico os exames laboratoriais e de imagem também são necessários, pois permitem que seja determinada a localização dos tumores no organismo e ajudam a definir o estadiamento da doença.

Tratamento: na maioria dos casos, é uma doença curável quando tratado adequadamente. O tratamento clássico é a poliquimioterapia, quimioterapia com múltiplas drogas, com ou sem radioterapia associada. No momento do diagnóstico, dependendo do estádio da doença, pode-se estimar o prognóstico do paciente com o tratamento. Os pacientes devem ser seguidos continuamente após o tratamento, com exames e consultas periódicas, cujos intervalos podem ir aumentando progressivamente.

 

Linfoma não-Hodgkin

 

O linfoma não Hodgkin (LNH) é um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático e que se espalha de maneira não ordenada. Entre os linfomas, é o tipo mais incidente na infância. Os homens são mais predispostos do que as mulheres. Cerca de 60% dos casos de linfoma em crianças e adolescentes são de linfoma não-Hodgkin (LNH) e as chances de cura vão de 60% e 90%, a depender das características clínicas de cada paciente.

Sinais e sintomas: os principais são aumento dos gânglios linfáticos sem dor, Febre e fadiga, suor noturno excessivo, coceira na pele, aumento do volume abdominal e perda de peso sem causa aparente.

Diagnóstico: São necessários vários tipos de exames para o diagnóstico adequado do linfoma não-Hodgkin. Entre eles, estão a biópsia (retirada de pequena porção de tecido, em geral dos gânglios linfáticos, para análise em laboratório de anatomia patológica), punção lombar, biopsia de medula, e exames de imagem. Após a confirmação do diagnóstico, a doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma (indolente, ou seja, de crescimento relativamente lento; ou agressivo, de alto grau e desenvolvimento rápido) e o estágio em que se encontra. Os linfomas indolentes correspondem a aproximadamente 40%, e os agressivos, aos 60% restantes. Os linfomas não-Hodgkin em crianças geralmente pertencem a um dos três tipos principais: Linfoma linfoblástico, Linfoma de Burkitt e Linfoma de Grandes Células.

Tratamento: A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, associação de imunoterapia e quimioterapia, ou radioterapia. A imunoterapia refere-se ao uso de medicamentos que têm um alvo específico para um componente que há nas células do linfoma. Transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) é uma importante alternativa. Mas só é indicado quando o paciente não responde aos tratamentos iniciais. Se a medula não foi afetada, o transplante autólogo será realizado (a medula utilizada é a do próprio paciente). Se este órgão estiver acometido pelo linfoma, será necessário encontrar um doador 100% compatível. A estratégia de tratamento dependerá do tipo específico de linfoma não-Hodgkin.