Dia Mundial do Diabetes

Diabetes é uma doença crônica, muitas vezes silenciosa. A doença é caracterizada pela não produção de insulina em quantidade suficiente para controlar os níveis de glicose (açúcar) no sangue, e manter os valores de glicose acima de valores normais pode induzir complicações crônicas. A insulina é sempre produzida para impedir o aumento da glicose no sangue e facilitar que as células do organismo utilizem a glicose como fonte energética. Quando a insulina não age adequadamente o nível de glicose no sangue se eleva e pode, então, levar às complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos.

 

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que hoje existem quase 17 milhões de pessoas vivendo com essa doença no Brasil. Este número representa cerca de 11,4% da população adulta no Brasil. A previsão, conforme dados da Sociedade Brasileira de Diabetes é de que esse número se eleve a mais de 20 milhões de pessoas acometidas até 2045. As razões para isso incluem o envelhecimento da população, a obesidade e o sedentarismo.

 

Em todo o mundo o dia 14 de novembro é considerado o Dia Mundial do Diabetes, quando são realizadas atividades a fim de esclarecer a população sobre como diagnosticar, mas principalmente sobre como evitar o seu aparecimento. A manutenção do peso ideal, a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividade física são as medidas mais eficazes para a sua prevenção.

 

As principais complicações que o Diabetes pode gerar

 

Segundo as entidades médicas envolvidas no controle do diabetes, sabemos que uma em cada três pessoas com diabetes pode sofrer com algum tipo de complicação que pode afetar a circulação. O mau controle da doença pode induzir o desenvolvimento de perda visual, perda da função renal e problemas de má circulação que podem contribuir para amputação das extremidades. Infarto do miocárdio é a principal causa de morte dos pacientes. Devemos, no entanto, esclarecer que essas complicações não ocorrem pelo fato da pessoa ter diabetes e sim pelo fato de não ter sua doença adequadamente controlada.

O diagnóstico e tratamento do Diabetes

 

Os sintomas de diabetes variam de acordo com o seu tipo. Mas, entre os principais estão a sede excessiva e a vontade de urinar várias vezes por dia. Quem tem diabetes tipo 1, que é o que afeta os mais jovens, tem perda de peso, fraqueza, fadiga, mudanças de humor. Já quem tem diabetes tipo 2, que ocorre em geral após os 40 anos de idade, tem um quadro clínico mais leve, mas que pode evoluir também para as complicações.

 

Para quem já tem diabetes, alguns cuidados são essenciais para manter o controle do nível de glicose no seu sangue, como aferir a glicemia, tomar medicamentos, exercitar-se regularmente e ajustar os hábitos alimentares para controlar o peso além de evitar o consumo de quantidades elevadas de carboidratos (açucares).

 

Um simples exame de sangue já é capaz de confirmar as suas suspeitas em relação a essa doença. Um valor de glicemia em jejum maior que 126 mg/dL confirma o diagnóstico de diabetes. Após esse diagnóstico é fundamental seguir as orientações médicas para evitar as complicações. Seu médico poderá orientar quais os medicamentos que deverá usar, não esquecendo obviamente que as medidas de mudança dos hábitos de vida são essenciais. Para os pacientes com Diabetes tipo 1, o único tipo de tratamento medicamentoso é o uso de insulina. Já para os pacientes com diabetes tipo 2, diversos medicamentos que melhoram a ação da insulina ou aumentam a sua secreção são a base do tratamento medicamentoso.

 

Prevenção e fatores de risco

 

A melhor maneira de se prevenir é começando hábitos saudáveis na sua vida. Entre as principais atividades indicadas estão:

 

  • Comer verduras e legumes;
  • Diminuir o consumo de sal, açúcar e gorduras saturadas;
  • Parar de fumar;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Manter o peso adequado para a idade.

 

Esses procedimentos são essenciais principalmente para quem tem um diagnóstico de pré-diabetes, pressão alta, colesterol alto, sobrepeso, pessoas da família com diabetes, doenças renais crônicas, síndrome do ovário policístico, apneia do sono e uso de alguns tipos de medicamentos. Você já consultou o seu médico para fazer os exames de rotina para diagnosticar diabetes?